Álcool
Janeiro 16, 2016

O álcool é uma droga depressora do Sistema Nervoso Central com efeitos desinibidores. Embora, num primeiro momento, possa produzir efeitos de euforia, é considerada uma droga depressora, pois reduz a excitação e a estimulação. Afeta o Sistema Nervoso Central, retardando a transmissão das mensagens entre o cérebro e o corpo. O consumo excessivo de álcool pode causar tolerância e dependência (tanto física como psicológica), sendo a droga recreativa mais consumida no mundo devido ao seu uso social. No entanto, o álcool é uma das substâncias mais prejudiciais à saúde pública e à sociedade. 

Efeitos imediatos

O excessivo consumo de álcool produz acidez no estômago, vómito, diarreia, diminuição da temperatura corporal, sede, dor de cabeça, sonolência, desidratação, falta de coordenação, lentidão dos reflexos, diminuição da capacidade de atenção e compreensão, fadiga muscular, vertigens e mesmo visão dupla e perda do equilíbrio. Se as doses ingeridas forem muito elevadas – intoxicação etílica aguda, pode surgir depressão respiratória, coma etílico e, eventualmente, a morte.

Redução de Danos: 

Pré-consumo: 

  • Leva preservativos. 
  • Come antes de beber e mantenha-se hidratad@. 
  • Evita sair para beber sozinh@. 
  • Evita beber por impulso em momentos de emoções desafiantes. 

Durante o Consumo: 

  • O álcool pode bloquear o sistema cerebral responsável pelo controlo das inibições, levando a euforia e à sensação de falsa segurança. 
  • O consumo excessivo pode causar:  
  • Acidez no estômago; 
  • Vómitos; 
  • Diarreia; 
  • Dor de cabeça; 
  • Sonolência; 
  • Desidratação; 
  • Falta de coordenação; 
  • Lentidão nos reflexos; 
  • Fadiga; 
  • Vertigens; 
  • Visão dupla; 
  • Perda de equilíbrio; 
  • Intoxicação alcoólica (em casos extremos). 

Em Caso de Emergência ou Overdose: 

  • Apresenta-te de forma direta e tranquilizadora; 
  • Mantém a pessoa parada e confortável, sem a deixar andar sozinha; 
  • Não administres alimentos, bebidas ou medicamentos; 
  • Não deixes a pessoa dormir de barriga para cima (risco de morte por asfixia); 
  • Coloca a pessoa de lado, com um braço estendido acima da cabeça; 
  • Acompanha a pessoa com alguém sóbrio para observar sinais de problemas; 
  • Lembra-te, apenas o tempo pode ajudar a pessoa a ficar sóbria. 

Procura Atendimento Médico se: 

  • A pessoa estiver inconsciente; 
  • A respiração for irregular ou superficial; 
  • Suspeitar que o álcool foi misturado com outras drogas; 
  • A pele estiver húmida ou pálida; 
  • Houver sangue no vómito. 

Após o Consumo: 

  • Pessoas que bebem ocasionalmente têm maior probabilidade de sofrer ressacas intensas; 
  • A ressaca pode durar entre 1 a 36 horas. 
  • Efeitos posteriores incluem:  
  • Dor de cabeça; 
  • Mau humor; 
  • Sede; 
  • Náuseas, vómitos e/ou sensação de enjoo; 
  • Tonturas que pioram com o movimento; 
  • Sensibilidade a ruídos altos e luzes brilhantes; 
  • Dificuldade de concentração; 
  • Fadiga e dor muscular; 
  • Suores e tremores. 

A melhor forma de reduzir a ressaca é manter-se hidratado (beber água antes, durante e depois da ingestão de álcool). No entanto, a hidratação não elimina completamente os sintomas, pois a ressaca não é causada apenas pela desidratação. 

Importante: Não há evidências de que os suplementos de vitamina B “curam” ressacas, embora possam atuar como placebo. 

Consequências a Longo Prazo: 

  • O álcool está associado a mais de 200 doenças, com impacto significativo na saúde pessoal e social; 
  • Como neurotóxico, o álcool afeta diretamente as células nervosas, especialmente em adolescentes e jovens cujos cérebros ainda estão em desenvolvimento; 
  • O consumo de álcool pode prejudicar funções cognitivas, como aprendizagem, raciocínio, atenção e memória; 

Classificação dos Problemas Relacionados ao Álcool (OMS): 

  • Abstinência: Não consumir álcool, independentemente da razão. 
  • Consumo de baixo risco: Consumo moderado sem grandes consequências (máximo de 2 unidades/dia para adultos e 1 unidade/dia para maiores de 65 anos). 
  • Consumo de risco: Consumo ocasional ou contínuo, com risco de danos à saúde (4 a 6 unidades/dia para homens e 2 a 4 unidades/dia para mulheres). 
  • Consumo nocivo: Consumo excessivo que causa danos à saúde física e mental, mas sem dependência (mais de 6 unidades/dia para homens e mais de 4 unidades/dia para mulheres). 
  • Dependência: Consumo repetido levando à perda de controlo, aumento da tolerância e sintomas de privação. 
  • Binge Drinking: Consumo excessivo de 5 a 6 bebidas para homens e 4 a 5 para mulheres numa única ocasião, associado a riscos elevados de consequências negativas. 

Casos em que o consumo de álcool deve ser evitado: 

  • Mulheres grávidas ou a amamentar; 
  • Indivíduos que conduzem ou operam máquinas; 
  • Pessoas em tratamento com medicamentos; 
  • Pessoas doentes ou com diagnóstico de dependência alcoólica; 
  • Menores de 18 anos. 

 

Referências Bibliográficas:  

Ordem dos Psicólogos Portugueses. (2016). Guia orientador da intervenção psicológica nos problemas ligados ao álcool. Ordem dos Psicólogos Portugueses.  


Acerca do autor:
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