Anfetaminas
Janeiro 15, 2016

As Anfetaminas são substâncias estimulantes que aceleram a transmissão de mensagens entre o corpo e o cérebro. A sua ação pode variar consoante o indivíduo, o ambiente e as circunstâncias do consumo. No entanto, existem efeitos comuns associados ao seu uso. 

Efeitos Imediatos:
  • Sensação de euforia; 
  • Insónia; 
  • Fala excessiva; 
  • Aumento da confiança e da autossatisfação; 
  • Agitação e, em alguns casos, agressividade; 
  • Falta de apetite; 
  • Fadiga e hiperatividade. 

Uma das ações próprias das anfetaminas é a sua capacidade de aumentar o nível de atenção e de concentração em determinadas tarefas, razão suficiente para que o seu uso esteja tão difundido nos meios estudantis.

Efeitos físicos:
  • Transpiração excessiva; 
  • Sede; 
  • Aumento da tensão arterial; 
  • Náuseas; 
  • Má disposição; 
  • Dor de cabeça; 
  • Vertigens

Ação no Sistema Nervoso Central (SNC) 

As anfetaminas atuam no SNC, aumentando a atividade cerebral. São substâncias sintéticas, criadas em laboratório, e o seu efeito pode durar entre 3 a 4 horas. 

Efeitos Posteriores ao Consumo 

Devido ao prolongamento dos seus efeitos estimulantes, é comum que os consumidores experienciem grande cansaço, depressão e irritabilidade nos dias seguintes ao consumo. 

Redução de Riscos 

  1. Uso de doses pequenas e controladas – O risco de overdose pode ser reduzido ao iniciar com doses pequenas e aumentá-las gradualmente. 
  2. Hidratação constante – A ingestão de líquidos é essencial para evitar a desidratação causada pelo aumento da transpiração. 
  3. Fazer pausas durante o uso – Permitir que o corpo se recupere reduz a sobrecarga no sistema nervoso. 
  4. Cuidar da alimentação – Apesar da supressão do apetite, é importante manter uma dieta equilibrada. 
  5. Evitar o uso combinado com outras substâncias – A interação com depressores do SNC, como álcool e benzodiazepinas, aumenta os riscos.
  6. Monitorização da saúde mental – Consultar um profissional pode ser essencial para prevenir dependência ou distúrbios psicológicos. 
  7. Evitar o uso frequente ou prolongado – A exposição prolongada aumenta a tolerância, dependência e riscos para a saúde. 
  8. Ambiente seguro e confortável – O consumo em locais seguros pode ajudar a minimizar comportamentos impulsivos. 

Formas de Consumo 

As anfetaminas são comercializadas sob a forma de cristais, pó (branco ou cinzento) ou comprimidos. Podem ser inaladas, ingeridas oralmente ou injetadas. No mercado ilícito, apresentam baixa pureza e variação na textura e cor. 

Danos para o Consumidor 

  • Mortalidade – Risco de overdose e redução da expectativa de vida; 
  • Danos à saúde – Possíveis complicações como cirrose ou exposição a doenças transmissíveis; 
  • Dependência – Necessidade de continuar a consumir apesar das consequências adversas; 
  • Perturbação mental – Alterações psicológicas ou psiquiátricas, incluindo transtornos de humor; 
  • Perda de ativos tangíveis – Redução do desempenho académico e profissional, podendo levar a desemprego ou prisão; 
  • Danos nos relacionamentos – Impactos negativos na convivência familiar e social. 

Danos para a Sociedade 

  • Violência e Criminalidade – Maior envolvimento em crimes relacionados com a obtenção da droga e aumento do risco de violência doméstica e acidentes; 
  • Adversidades familiares – Possibilidade de desestruturação familiar e negligência infantil; 
  • Custo económico e social – Impacto nos sistemas de saúde, justiça e produtividade, contribuindo para a degradação social. 

Efeitos a Longo Prazo 

Os consumidores de anfetaminas desenvolvem rapidamente tolerância, levando ao aumento progressivo das doses consumidas. O uso prolongado pode resultar em confusão, ansiedade intensa, paranoia e alucinações. Reações psicóticas incluem delírios de perseguição e omnipotência. Memória e cognição também podem ser comprometidas, com sintomas que persistem por meses. 

Consumidores frequentes de anfetaminas apresentam alto índice de bruxismo (ranger dos dentes) e cáries graves, devido à salivação reduzida, substâncias corrosivas na fumaça e deficiência na higiene oral, conhecida como “boca de metanfetamina”. 

Referências Bibliográficas:

Global Commission on Drug Policy. (2019). Classificação de substâncias psicoativas: Quando a ciência foi deixada para trás [Relatório]. https://www.globalcommissionondrugs.org/wp-content/uploads/2019/06/2019Report_POR_web.pdf 

European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction (EMCDDA). (2019). European Drug Report 2019: Trends and Developments. Luxembourg: Publications Office of the European Union. 

Nutt, D., King, L. A., & Phillips, L. D. (2010). Drug harms in the UK: A multicriteria decision analysis. The Lancet, 376(9752), 1558-1565. 

World Health Organization (WHO). (2016). The Health and Social Effects of Nonmedical Cannabis Use. Geneva: WHO Press.

MSD Manual. (s.d.). Anfetaminas. MSD Manual de Diagnóstico e Tratamento. Recuperado em 17 de março de 2025, de https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/t%C3%B3picos-especiais/drogas-il%C3%ADcitas-e-intoxicantes/anfetaminas 


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